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Marcos Moura: O terrorismo político bolsonarista e a resistência invencível da esperança progressista

Coluna: Cultura e Negritude

Marcos Moura: O terrorismo político bolsonarista e a resistência invencível da esperança progressista Foto: Reprodução Notícia do dia 10/01/2023

O dia 8 de janeiro de 2023, entrará para a história política mundial como o dia mais vergonhoso do Brasil, graças ao vandalismo de terroristas bolsonaristas, que fizeram de Brasília um palco de expressão maior da cultura fascista contemporânea. Diante da preocupante conjuntura política, se faz urgente e necessário o enfrentamento sistemático e efetivo ao bolsonarismo, em defesa da democracia, da paz social e da governabilidade.

 

Os atos terroristas de Brasília foram uma ação de mobilização organizada, financiada, estruturada e anunciada, que contou com a omissão e a conivência do governo do Distrito Federal (DF), além da estranha lentidão de chefes de outras forças militares. Dessa forma, os criminosos travestidos de patriotas seguiram sem dificuldade pela Esplanada dos Ministérios até a Praça dos 3 Poderes, em seguida invadiram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF), depredando, saqueando, violentando pessoas, destruindo documentos, patrimônios, obras de arte e até defecando e urinando explicitamente nos espaços invadidos. Um inédito absurdo de repercussão internacional muito pior que a invasão do Capitólio (Congresso dos EUA) há 2 anos atrás.

 

Mobilizados principalmente através de grupos de watts app, esse rebanho de criminosos instalou-se há tempos nas portas dos quarteis, “orando”, marchando e clamando por uma golpista intervenção militar com Bolsonaro no poder. Imagino que, se fossem trabalhadores reivindicando seus direitos não ficariam ali por muito tempo.

 

Tais acampamentos tornaram-se uma verdadeira incubadora de terroristas. Uma escola fascista de deformação e alienação política, que, de forma presencial e virtual, explora a desinformação para a disseminação do ódio, da intolerância ideológica e da violência política através de fake News, criando no Brasil uma nova modalidade de crime organizado, que possui criminosos profissionais como chefes e idiotas úteis como massa de manobra.

 

Mesmo sendo incontestável, o resultado das urnas, que deu vitória eleitoral ao presidente Lula, não foi aceito por Bolsonaro, seus apadrinhados políticos e apoiadores mais radicais. Por isso seguem protagonizando um verdadeiro atentado ao Estado Democrático de Direito, suas instituições e poderes constituídos. Buscam provocar o caos social com instabilidade política. O que, segundo seus planos, são condições necessários para concretização da desejada intervenção militar golpista - um verdadeiro delírio fascista sem qualquer amparo legal, moral, ético ou racional.

 

Trata-se, claramente, de uma manobra desesperada e irresponsável de Bolsonaro que, agora, sem mandato e sem a proteção do foro privilegiado, fugiu do país e tenta escapar da punição da justiça pelos crimes que cometeu com a ajuda de empresários, políticos e militares comparsas.

 

Bolsonaro é o responsável político e principal interessado por essa onda criminosa, que pode virar um tsunami devastador, caso as autoridades dos poderes constituídos (e ameaçados) não tomem, imediatamente, medidas enérgicas na forma da lei.

 

Nunca, nem mesmo nos anos de chumbo da violenta ditadura militar a esquerda pegou em armas para afrontar os poderes ou romper com a democracia. Pelo contrário, lutavam em resistência pela volta da mesma. O que depois de décadas foi reestabelecido, porém sem o devido trato aos crimes cometidos pelos militares.

 

O Estado Brasileiro, ao conceder Anistia aos militares criminosos de ontem, cultivou sementes conservadoras que germinaram com o bolsonarismo. Não podemos agora aceitar a imposição de seu fruto amargo à nossa sociedade na forma de ódio e intolerância, pois conhecemos bem seu gosto de sangue que envenena mentes e corações.

 

É preciso que os militares cumpram seus deveres funcionais de Estado, não permitindo que suas preferências ideológicas atrapalhem sua missão institucional.

 

A atual conjuntura política nos impõe a responsabilidade compartilhada de enfrentar e vencer o bolsonarismo e seu projeto fascista de fanatismo e terror, que ameaça a democracia, a paz social e a governabilidade.

 

Mas do que nunca, é chegada a hora de “endurecer sem perder a ternura”. Lutar com confiança e resistir corajosamente com as armas da cidadania, da cultura e da educação. Nosso destino de conquista é inevitável, pois o amor sempre vencerá o ódio. O grande líder do povo brasileiro já ocupa a presidência da república e reinaugura um novo tempo de liberdade e esperança.

 

Aos bolsonaristas terroristas, punição sem anistia!

 

Marcos Moura

Cientista Político, Gestor e Produtor Cultural

Presidente do Instituto Cultural Ajuri (INCA).

[email protected]