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Instituto Ajuri debate a 'Abolição Inacabada' durante programação do Circuito Mojubá Afro-Amazônico em Manaus

Além das Rodas de Conversas, o “Circuito Mojubá” reuniu em sua programação, gastronomia, artesanato, feira de livros e apresentações artísticas e culturais

29/05/2023 às 22h53 Por:
Instituto Ajuri debate a 'Abolição Inacabada' durante programação do Circuito Mojubá Afro-Amazônico em Manaus Foto: Divulgação

Da Redação

Manaus (AM) - A convite do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas – IGHA, do Instituto Ganga Zumba e da Prefeitura Municipal de Manaus, o presidente do Instituto Cultural Ajuri (INCA) e educador antirracista, Marcos Moura, participou no último dia 27/05 da programação do “Circuito Mojubá Afro-Amazônico” - evento alusivo ao dia 24 de maio de 1884, data da “Abolição” da Escravatura em Manaus.

 

Em reflexão crítica com os presentes, Marcos disse que “a abolição da escravatura anunciada no Amazonas em 1884 não foi concluída e devemos lançar mão da cultura e da educação antirracistas como instrumentos estratégicos para essa conclusão”.

 

Na oportunidade, compartilhou as experiências didático-pedagógicas, assim como as produções literárias e audiovisuais do Projeto Escola Afro-Amazônica do INCA, na Roda de Conversa “Pesquisa e Difusão da Produção de Conhecimento Afro-Diaspórico no Amazonas”, integrada por lideranças do movimento negro ligadas ao Fórum Permanente de Afrodescendentes do Amazonas (FOPAAM) e por importantes nomes da produção científica e literária negra do Amazonas, como Patrícia Melo, Igor Cavalcante, Arlete Anchieta, Gláucio Gama, Maria Amélia, entre outros (as).

 

Além das Rodas de Conversas, o “Circuito Mojubá” reuniu em sua programação, gastronomia, artesanato, feira de livros e apresentações artísticas e culturais como Capoeira, Maracatu, Tambor de Crioula, Samba e Boi Bumbá, transformando o estacionamento do Palácio Rio Branco, na avenida 7 de Setembro, centro histórico de Manaus, num verdadeiro terreiro, um quilombo de luta e resistência criativa, cumprindo o objetivo fomentar as políticas públicas para povos e comunidades tradicionais e movimento negro e, também, combater os vários tipos de racismo e intolerância religiosa.

 

O Instituto Cultural Ajuri (INCA) segue comprometido e aquilombado com essa gente altiva que luta sorrindo, resistindo e contribuindo para a conclusão das abolições das escravaturas, que, por enquanto, seguem inacabadas em Manaus, no Amazonas e no Brasil.