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Jornalista lança fotolivro sobre trabalhadoras autônomas de Parintins nesta quarta-feira (05)

O projeto pretende mostrar o crescimento da inserção da mulher no mercado de trabalho informal, destacando as novas formas de trabalho autônomo que elas praticam, principalmente com a crise econômica provocada pela pandemia

05/01/2022 às 20h00 Por:
Jornalista lança fotolivro sobre trabalhadoras autônomas de Parintins nesta quarta-feira (05) Foto: Divulgação

Da Redação

Parintins/AM - A jornalista e fotógrafa, Kamila Souza, lança nesta quarta-feira (05), o fotolivro intitulado “Minha força não é bruta”: Trabalhadoras Autônomas de Parintins, em tempos de Pandemia, onde apresentará registros fotográficos de mulheres que realizam trabalho autônomo no município. O lançamento será realizado no Mercado Municipal "Leopoldo Neves", a partir das 18h e contará com atrações musicais.

 

O fotolivro foi financiado pelo incentivo da Lei Aldir Blanc (Lei nº 14.017/2020), do Município de Parintins, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo – SEMCULT.

 

O projeto pretende mostrar o crescimento da inserção da mulher no mercado de trabalho informal, destacando as novas formas de trabalho autônomo que elas praticam, principalmente com a crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus, onde muitos chefes de família perderam seus empregos e acharam no trabalho informal uma nova forma de geração de renda.

 

Outro objetivo do projeto é expor os desafios enfrentados pelas autônomas em suas atividades laborais, assim como as conquistas alcançadas a partir da geração de renda proveniente dessa forma de trabalho.

 

Foto: Divulgação

 

“Minha força não é bruta” é um trecho da música “Pagu”, de Zélia Duncan e Rita Lee, que homenageia Patrícia Rehder Galvão, conhecida pelo pseudônimo de Pagu (São João da Boa Vista, 9 de junho de 1910 – Santos/SP). Foi uma das grandes mulheres do movimento modernista brasileiro e defendia a participação ativa da mulher na sociedade e na política.

 

A idealizadora do fotolivro, Kamila Souza, explicou que a ideia da construção do fotolivro surgiu a partir da observação do aumento do trabalho informal no município de Parintins, no contexto da pandemia do novo coronavírus em 2020.

 

“Nas atividades cotidianas pelas ruas da cidade, observamos o protagonismo das mulheres em diferentes formas de trabalho autônomo. Desta forma, passamos a refletir sobre a realidade das trabalhadoras autônomas e sua inserção no mercado de trabalho em Parintins, como agente econômica informal”, ressaltou.

 

“Frente a essa realidade, acreditamos na importância cultural, artística, social e econômica de trazer à baila a realidade dessas “mulheres de fibra”. São Marias, Joanas, Dandaras, Keylas, enfim, são trabalhadoras que em suas bancas de tacacá, em seus carrinhos de lanche, de bombom, com suas caixas de flau e em suas bancas de farinha e de frutas, dentre outros produtos, geram renda, sustentam suas famílias e contribuem para a economia do município”, destacou a fotógrafa sobre o projeto.

 

Foto: Divulgação

 

Histórico de Kamila Souza

Natural de Parintins, Kamila Souza é jornalista e fotógrafa. É graduada em Comunicação Social / Jornalismo pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia (ICSEZ), e Técnica em Comunicação Visual pelo Centro de Formação Profissional Matheus Penna Ribeiro, Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC). Foi premiada na XXI Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação - Expocom Norte, em 2014, na categoria de Roteiro de não-ficção, com o tema "O Terceiro Sexo: Uma Abordagem Social e Cultural da Homossexualidade em Parintins". Anos mais tarde, em 2018, foi premiada em primeiro lugar no Concurso de Fotografia do Encontro de Estudo sobre Mulheres da Floresta (Emflor), cujo tema foi "Novos Feminismos e o Pós-Moderno na América Latina”. Kamila Souza se dedica à fotografia documental e tem interesse por questões sociais, especificamente na temática de trabalho autônomo e diversidade cultural.