Busca
  • portaldiaadia_am
  • @diaadia_am
  • diaadia_am

Mayra Dias reforça cobranças na educação após TCE recomendar afastamento de secretária no AM

A parlamentar apresentou requerimentos sobre data-base, carga horária, estrutura das escolas e dívida milionária

25/03/2026 às 10h27 Por: Redação - Manaus (AM)
Mayra Dias reforça cobranças na educação após TCE recomendar afastamento de secretária no AM Foto: Tadeu Rocha

A deputada estadual Mayra Dias (PSD) reforçou as cobranças ao Governo do Amazonas sobre a situação da educação pública estadual, em meio ao afastamento da secretária de Educação, Arlete Ferreira Mendonça, recomendado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) e aprovado em plenário durante sessão realizada nesta terça-feira (24/03).

 

A parlamentar apresentou quatro requerimentos solicitando esclarecimentos sobre problemas considerados graves na rede estadual, com destaque para a falta de definição sobre o pagamento da data-base dos trabalhadores da educação. Segundo Mayra, professores acumulam perdas salariais nos últimos anos, com reajuste incompleto, ausência de recomposição e atrasos sem pagamento retroativo.

 

Outro ponto questionado é a ampliação da carga horária dos professores após a publicação da Instrução Normativa nº 02/2026, diante de denúncias sobre aumento do tempo de permanência nas escolas e insegurança quanto ao cumprimento das jornadas de 20 e 40 horas. Além disso, há uma dívida de mais de R$ 37 milhões no plano de saúde dos trabalhadores da educação.

 

“Essa cobrança não é apenas minha, é dos professores, estudantes e famílias do Amazonas. A educação do nosso estado precisa ser tratada como prioridade de verdade, não apenas no discurso”, afirmou a deputada.

 

Mayra Dias também destacou denúncias recorrentes sobre a precariedade nas escolas, como falta de merenda, ausência de mobiliário adequado e carência de professores em sala de aula. A parlamentar alerta que a situação afeta diretamente o aprendizado e a realidade de milhares de estudantes, especialmente aqueles que dependem da alimentação escolar.

 

“Enquanto não houver respostas concretas, continuaremos cobrando. O que está em jogo é o futuro do Amazonas, e não podemos aceitar que a educação siga sendo tratada com descaso”, declarou.