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Amazonas avança para retomar perfurações em Urucu após mais de 10 anos

Governo do Estado e Petrobras alinham concessões de uso de áreas públicas para viabilizar novos poços em Coari

07/01/2026 às 11h01 Por:
Amazonas avança para retomar perfurações em Urucu após mais de 10 anos Foto: Divulgação

O Governo do Amazonas e a Petrobras deram mais um passo para a retomada das perfurações de petróleo e gás na região de Urucu, em Coari, paralisadas há mais de uma década. Em reunião nesta terça-feira (6), a Secretaria de Estado das Cidades e Territórios (Sect) analisou pedidos de Concessão de Direito Real de Uso (CDRU), considerados decisivos para liberar as áreas onde os novos poços serão instalados.

 

A CDRU garante à Petrobras o direito de utilizar terrenos públicos para a implantação de estruturas como bases operacionais, dutos e terminais, dando segurança jurídica às operações e evitando conflitos fundiários durante a execução dos projetos.

 

Segundo a secretária da Sect, Renata Queiroz, o instrumento é fundamental para destravar investimentos e cumprir exigências ambientais e regulatórias, permitindo que a exploração avance de forma regular e com respaldo do poder público.

 

A Petrobras prevê investir cerca de US$ 500 milhões na campanha de retomada, que inclui a perfuração de 22 poços e a instalação de aproximadamente 40 quilômetros de linhas. De acordo com o gerente de projetos Marcos André, o plano deve movimentar setores como construção, navegação e serviços, além de gerar empregos e arrecadação.

 

Três pedidos de CDRU estão atualmente em tramitação: o complemento LOC 2, o Novo Poço ARZ 1 e o Novo Poço CPP-2, considerados estratégicos para viabilizar a próxima fase das operações na província petrolífera de Urucu.

 

A campanha de perfuração está prevista para começar em fevereiro, enquanto os novos poços devem entrar em operação no segundo semestre, após a conclusão do licenciamento ambiental exigido pelos órgãos competentes.

 

O alinhamento entre o governo estadual e a Petrobras busca destravar esses investimentos e reforçar a cadeia produtiva do setor energético no Amazonas, com impactos diretos na economia regional e na segurança energética do país.