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Casos de violência contra idosos disparam no Amazonas e sobem 38% em 2025

Levantamento do Cipdi aponta mais de 5,8 mil registros, com predominância de negligência, violência psicológica e financeira

09/01/2026 às 09h56 Por:
Casos de violência contra idosos disparam no Amazonas e sobem 38% em 2025 Foto: Divulgação

O Amazonas registrou mais de 5,8 mil violações de direitos contra pessoas idosas em 2025, um aumento de 38% em relação ao ano anterior. Os dados são do Centro Integrado de Proteção e Defesa da Pessoa Idosa (Cipdi), ligado à Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc).

 

O crescimento dos registros reflete tanto o agravamento do problema quanto a ampliação dos canais de denúncia e do acesso aos serviços de proteção, segundo a secretaria, que aponta maior procura por ajuda por parte das vítimas e de seus familiares.

 

Entre os tipos de violência mais frequentes estão a negligência, com 1.764 casos, seguida por situações de vulnerabilidade e risco social (1.433), violência psicológica (786) e financeira (683). Também aparecem intimidação, violência física, autonegligência e abandono.

 

Há ainda ocorrências de violência patrimonial, maus-tratos, retenção de documentos, crimes cibernéticos, ameaças, agressões verbais, violência doméstica e sexual, compondo um cenário amplo de violações.

 

De acordo com o Cipdi, a maioria das denúncias parte de familiares, e o grupo mais afetado é o de mulheres entre 60 e 69 anos, faixa etária que concentra o maior número de atendimentos por violência.

 

Em 2025, o órgão ultrapassou 10 mil atendimentos, incluindo registro de denúncias, orientações jurídicas, acompanhamento psicológico, visitas domiciliares, mediação de conflitos e encaminhamento à rede de proteção.

 

O Cipdi mantém unidades nas zonas centro-sul, leste e norte de Manaus, funcionando de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, em endereços integrados à Delegacia do Idoso e aos PACs dos shoppings São José e Via Norte.

 

Casos de violência também podem ser denunciados 24 horas por dia pelos números 100, 180 e 190, canais usados para acionar a rede de proteção e garantir atendimento às vítimas.