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Comércio exterior do Amazonas fecha 2025 em US$ 17 bilhões, puxado por importações industriais

Exportações somam quase US$ 1 bilhão no ano, com destaque para vendas de ouro à Alemanha em dezembro

14/01/2026 às 17h01 Por:
Comércio exterior do Amazonas fecha 2025 em US$ 17 bilhões, puxado por importações industriais Foto: Divulgação

A corrente de comércio do Amazonas alcançou US$ 17 bilhões em 2025, resultado de US$ 939,9 milhões em exportações e US$ 16,06 bilhões em importações. Os dados constam na Balança Comercial do Amazonas, divulgada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), e refletem o peso do Polo Industrial de Manaus na dinâmica econômica do estado.

 

As importações seguiram concentradas, ao longo do ano, na entrada de insumos e bens intermediários destinados à produção industrial. Esse fluxo sustenta a atividade fabril local, que depende majoritariamente de componentes vindos do exterior para abastecer linhas de montagem e transformação.

 

A série histórica mostra que o Amazonas mantém, desde 2018, um patamar elevado de importações, acima de US$ 9 bilhões ao ano, superando a marca de US$ 13 bilhões a partir de 2021. Em 2024, o estado registrou o maior volume da série, com US$ 16,14 bilhões, nível praticamente repetido em 2025.

 

Do lado das exportações, o desempenho permaneceu próximo ao recorde histórico. Após ultrapassar de forma consistente os US$ 900 milhões desde 2022, o Amazonas encerrou 2025 com US$ 936,9 milhões exportados, abaixo apenas do pico registrado em 2024.

 

Para a Sedecti, os números indicam estabilidade do comércio exterior e fornecem subsídios para o planejamento econômico. A secretaria avalia que a manutenção de exportações em nível elevado, mesmo diante do forte volume de importações, reflete a integração do estado às cadeias produtivas globais.

 

Em dezembro, último mês do ano, a corrente de comércio somou US$ 1,23 bilhão, com US$ 95,9 milhões em exportações e US$ 1,13 bilhão em importações. O destaque das vendas externas foi a Alemanha, que absorveu US$ 36,9 milhões em ouro semimanufaturado, concentrando quase todo o valor exportado ao país no mês.

 

A China também figurou entre os principais destinos, com compras de ferronióbio, enquanto seguiu como a principal origem das importações amazonenses, sobretudo de suportes gravados para reprodução de dados. Os Estados Unidos apareceram em seguida, com a venda de derivados de petróleo ao estado.

 

No recorte municipal de dezembro, Presidente Figueiredo liderou as exportações, com vendas de ferro-ligas para a China, enquanto Itacoatiara se destacou tanto nas exportações de madeira para os Estados Unidos quanto nas importações de derivados de petróleo. Os dados reforçam a concentração das operações comerciais em poucos polos produtivos do interior amazonense.