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David Almeida reage a “cerco político” e ameaça romper aliança com Omar Aziz em 2026

Prefeito de Manaus diz que pode mudar alianças se pressão política e judicial continuar

13/11/2025 às 17h32 Por:
David Almeida reage a “cerco político” e ameaça romper aliança com Omar Aziz em 2026 Foto: Divulgação

O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), afirmou nesta quinta-feira (13) que pode rever seu apoio ao senador Omar Aziz (PSD) nas eleições de 2026. A declaração foi feita durante uma entrevista coletiva, em tom de desabafo, ao comentar o que chamou de “cerco político e judicial” contra sua gestão e sua trajetória.

 

Sem citar nomes diretamente, David lembrou que já havia fechado apoio a um candidato ao governo, referência clara a Omar Aziz, mas disse que pode mudar de posição caso a pressão continue. “Estou fechado, mas já estou percebendo… e posso mudar meu apoio. Se esse cerco continuar se fechando, eu posso mudar meu apoio”, afirmou o prefeito.

 

A declaração ocorre após uma série de reveses políticos e judiciais. Nas últimas semanas, David Almeida teve as contas de 2017, quando foi governador interino, reprovadas pela Comissão de Assuntos Econômicos da Aleam, o que pode gerar risco de inelegibilidade. Além disso, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) autorizou sete investigaçõescontra o prefeito.

 

Questionado sobre os motivos do suposto cerco, David ironizou o temor de uma possível candidatura sua ao governo. “Eu não sou candidato. Mas, se fosse, por que não querem enfrentar? São candidatos muletas? Só saem se for de bengala?”, provocou.

 

Durante a entrevista, o prefeito evitou confirmar se acredita que Omar Aziz estaria por trás das movimentações políticas. “Não citei nome, não falei de ninguém. Vamos esperar a condução do processo até março”, desconversou.

 

Ao comentar a reprovação de suas contas, David minimizou o caso, chamando-o de “três ou quatro petelecos”, termo que repetiu várias vezes. “São teleguiados! Em março a gente vai saber quem está por trás. Isso vai ficar muito claro quando vierem as mediações partidárias”, afirmou, encerrando com um tom desafiador.

 

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