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Exposição 'Ilhática Amazônica' celebra 20 anos da Galeria do Largo e exalta a arte contemporânea do Amazonas

Mostra reúne mais de 50 artistas e propõe um diálogo entre tradição, identidade e inovação estética

10/11/2025 às 12h08 Por:
Exposição 'Ilhática Amazônica' celebra 20 anos da Galeria do Largo e exalta a arte contemporânea do Amazonas Foto: Divulgação

A Galeria do Largo celebra duas décadas de história com a abertura da exposição “Ilhática Amazônica”, inaugurada no sábado (8/11) pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. A mostra reúne mais de 50 artistas visuais do estado em uma homenagem à pluralidade e à potência da produção artística contemporânea da região.

 

Com curadoria de Cristovão Coutinho e Virna Lisi, a exposição propõe uma imersão sensorial na Amazônia, explorando múltiplas linguagens como pintura, fotografia, vídeo, grafite, escultura e instalação. A proposta é revelar o território amazônico como um espaço vivo, diverso e em constante transformação, onde o diálogo entre tradição e contemporaneidade se manifesta de forma vibrante.

 

Para o curador Cristovão Coutinho, a mostra reflete a maturidade e a força da arte amazonense. “O público tem a oportunidade de ver uma produção atual, plural e potente. A exposição mostra que nossa arte está pronta para ocupar espaços nacionais e internacionais, fortalecendo a identidade da arte amazônica”, afirmou.

 

A curadora Virna Lisi destacou o papel simbólico da galeria na difusão das artes visuais no Norte do país. “A Galeria do Largo é um território de liberdade e representatividade. Essa exposição é um retrato da abundância e da diversidade do Amazonas, onde artistas de diferentes origens e estilos expressam a força da nossa cultura”, destacou.

 

A pluralidade de “Ilhática Amazônica” se reflete na presença de artistas indígenas, LGBTQIA+ e de diversas regiões do estado. A artista Wira Tini, da etnia Kokama, ressaltou a importância da representatividade: “Nós somos mais do que artesãos. Somos pintores, estilistas, artistas visuais. Estar aqui é afirmar que a arte indígena é parte essencial da cena contemporânea”.

 

Entre os destaques, Marcelo Rufino apresenta Pintacuia Migrante, instalação que reflete sobre deslocamentos e pertencimento na Amazônia, enquanto o artista Estevan Leonardo expõe Gayola, obra que aborda temas ligados à diversidade e identidade LGBTQIA+. “Participar dessa celebração é fazer parte de um movimento de resistência e inspiração”, afirmou Estevan.

 

Aberta ao público e com entrada gratuita, a exposição segue em cartaz até fevereiro de 2026, integrando a programação especial que marca os 20 anos da Galeria do Largo, consolidada como um dos principais espaços de difusão da arte contemporânea no Norte do país.