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Força-tarefa interestadual leva órgãos de Rondônia ao Amazonas e Pernambuco

Operação integrada garantiu transplante de fígado em Manaus e envio de rins e córnea a outros estados

26/01/2026 às 11h36 Por:
Força-tarefa interestadual leva órgãos de Rondônia ao Amazonas e Pernambuco Foto: Divulgação

O Amazonas integrou, no domingo (25), uma força-tarefa interestadual para captação e transplante de órgãos, em uma operação que envolveu Rondônia e Pernambuco, além das centrais Nacional e Estaduais de Transplantes. A captação ocorreu em Cacoal (RO) e mobilizou equipes médicas de diferentes estados.

 

O fígado captado foi transplantado no Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, da rede estadual de saúde do Amazonas. Dois rins seguiram para Pernambuco e uma córnea foi encaminhada ao Banco de Olhos de Rondônia.

 

O procedimento no Delphina Aziz foi realizado ainda no domingo e marcou o décimo transplante de fígado feito pela unidade desde outubro de 2025, quando o hospital foi habilitado pelo Ministério da Saúde para esse tipo de cirurgia de alta complexidade.

 

A captação começou pela manhã no Hospital de Urgência e Emergência Regional de Cacoal, com a participação de três profissionais do Amazonas: um médico e um enfermeiro do Delphina Aziz e um enfermeiro da Organização de Procura de Órgãos (OPO).

 

A logística da operação envolveu a Central Nacional de Transplantes e as coordenações estaduais dos três estados. O transporte aéreo dos órgãos foi feito com apoio da Força Aérea Brasileira, garantindo rapidez e segurança dentro do tempo adequado para os procedimentos.

 

Os órgãos vieram de um doador falecido vítima de acidente de trânsito e seguiram todos os protocolos técnicos e de segurança previstos pelo Sistema Nacional de Transplantes.

 

O fígado beneficiou um paciente de 51 anos, que estava internado em estado grave na UTI do Hospital Delphina Aziz, com diagnóstico de cirrose decorrente de hepatite B associada ao vírus Delta.

 

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas, a articulação entre os estados reforça a capacidade de resposta do sistema público de saúde e amplia o acesso ao transplante, especialmente na região Norte.

 

Após a cirurgia, o paciente permanece em acompanhamento intensivo na UTI, com expectativa inicial de permanência entre três e cinco dias antes de possível transferência para a enfermaria, conforme a evolução clínica.