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Golpes no Carnaval: veja como evitar prejuízos com cartão, PIX e ingressos falsos

Especialistas alertam para fraudes em blocos, festas e vendas on-line durante a folia

13/02/2026 às 09h38 Por:
Golpes no Carnaval: veja como evitar prejuízos com cartão, PIX e ingressos falsos Foto: Fernando Frazão

Em meio à festa e ao grande fluxo de pessoas, o Carnaval também se torna terreno fértil para golpes financeiros. Casos de troca de cartões, maquininhas adulteradas, falsos QR Codes e venda de ingressos inexistentes costumam aumentar nesse período.

 

Foi o que ocorreu com o médico Caio Franco, de 29 anos, durante um bloco em São Paulo. Após comprar uma bebida com desconto, ele suspeita que teve o cartão trocado. O prejuízo ultrapassou R$ 16 mil em compras presenciais feitas com senha. Como as transações ocorreram com o cartão físico, a contestação foi negada e o processo judicial acabou perdido.

 

Atenção na hora da compra

Segundo Felipe Paniago, um dos fundadores do Reclame Aqui, a prevenção é a principal aliada dos foliões. “É preciso cuidado ao entregar o cartão em locais movimentados, conferir o valor antes de digitar a senha e evitar maquininhas suspeitas”, afirma.

 

Entre os golpes mais comuns estão a troca de cartões, alteração do valor digitado na maquininha, cobrança duplicada com alegação de erro e captura de dados por equipamentos adulterados.

 

PIX não é brincadeira

O uso do PIX também exige atenção. Golpistas costumam utilizar QR Codes falsos ou solicitar transferências sob pressão. A recomendação é ativar biometria ou reconhecimento facial, conferir o destinatário antes de concluir a operação e estabelecer limites baixos para pagamentos por aproximação.

 

Também é importante reforçar a segurança do celular, com bloqueio de tela e proteção adicional para aplicativos bancários.

 

Riscos virtuais

Outra fraude recorrente envolve a venda de ingressos e abadás falsos para camarotes e festas privadas. As ofertas costumam circular por redes sociais e aplicativos de mensagens, com preços abaixo do mercado e senso de urgência.

 

A jornalista Alice Gomes, de 42 anos, perdeu R$ 3 mil ao comprar um ingresso para camarote no Sambódromo do Rio pela internet. Após o pagamento via PIX, o perfil do vendedor foi excluído. “Aprendi da pior forma. Agora só compro em plataformas oficiais”, relata.

 

Especialistas orientam que a compra de ingressos seja feita apenas em canais reconhecidos, evitando transferências diretas sem garantia. Em meio à folia, a recomendação é simples: atenção redobrada para que o prejuízo não atravesse o samba.