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Haddad diz que caso Master pode entrar para a história como a maior fraude bancária do Brasil

Banco liquidado pelo Banco Central pode gerar ressarcimento bilionário do FGC e entra no radar do TCU

13/01/2026 às 12h28 Por:
Haddad diz que caso Master pode entrar para a história como a maior fraude bancária do Brasil Foto: Fábio Rodrigues/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (13) que o caso envolvendo o Banco Master pode se tornar “a maior fraude bancária da história do Brasil”. A declaração foi dada após questionamentos sobre os desdobramentos da liquidação da instituição financeira.

 

Segundo Haddad, o episódio é de interesse público porque envolve recursos do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), responsável por ressarcir depositantes e investidores afetados. O fundo é parcialmente capitalizado por bancos públicos.

 

O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro, após constatação de grave crise de liquidez. A operação deve resultar no ressarcimento de cerca de 1,6 milhão de credores, somando aproximadamente R$ 41 bilhões, a maior ação do tipo já registrada no país.

 

Haddad destacou que o FGC recebe aportes de instituições como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, o que reforça a necessidade de acompanhamento rigoroso do caso. “Estamos falando também de recursos públicos”, afirmou.

 

O ministro disse ainda que o Ministério da Fazenda tem dado respaldo institucional ao Banco Central, que é alvo de apuração no Tribunal de Contas da União (TCU) sobre possíveis falhas no processo de liquidação.

 

Na segunda-feira (12), o BC retirou um recurso relacionado à inspeção determinada inicialmente de forma monocrática pelo TCU. A decisão ocorreu após reunião entre o presidente do BC, Gabriel Galípolo, e o presidente do tribunal, Vital do Rêgo.

 

Com a retirada, o Banco Central indicou que não vê mais necessidade de levar o tema ao plenário da Corte. Haddad avaliou que a transparência no processo pode contribuir para o esclarecimento dos fatos.

 

“O trabalho do Banco Central é tecnicamente robusto. Toda transparência ajuda quando a intenção é correta”, concluiu o ministro, ao defender cautela, direito à defesa e firmeza na apuração do caso.