11/03/2024
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Foto: Reprodução
A manifestação “Acorda Brasil”, realizada na tarde deste domingo (1º), na Ponta Negra, zona Oeste de Manaus, registrou público muito aquém das edições anteriores e não conseguiu ocupar o tradicional anfiteatro do complexo turístico. O esvaziamento evidenciou a perda de fôlego do movimento na capital amazonense.
O ato foi liderado pelo deputado federal e pré-candidato ao Senado Capitão Alberto Neto (PL) e pela pré-candidata ao Governo do Amazonas Maria do Carmo Seffair (PL), além de outros políticos e lideranças de direita no estado. A mobilização integrou uma convocação nacional organizada por movimentos conservadores.
Entre as principais pautas estiveram críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a defesa de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão.
Durante o protesto, manifestantes também direcionaram críticas aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, com referências ao chamado “caso Master”. Apesar da presença de nomes de peso da direita amazonense, a adesão ficou abaixo das expectativas dos organizadores.
Analistas avaliam que o baixo comparecimento reflete um cenário político menos favorável à pauta bolsonarista no Amazonas, além de um possível desgaste após sucessivas convocações de rua sem grande repercussão prática no cenário institucional.
Em Parintins, a mobilização foi ainda mais tímida: apenas duas pessoas compareceram ao ponto marcado para o ato, no cruzamento da Avenida Nações Unidas com a Rua Leopoldo Neves, no Centro da cidade. O número acabou simbolizando o baixo engajamento do movimento no interior do estado, onde historicamente o eleitorado tende a favorecer candidaturas alinhadas ao PT em disputas presidenciais.
11/03/2024
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