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Mayra Dias cobra funcionamento 24h de delegacias da mulher e propõe ampliar estrutura no estado

Durante pronunciamento, a parlamentar também denunciou falhas na proteção a mulheres no Estado

07/08/2025 às 14h06 Por:
Mayra Dias cobra funcionamento 24h de delegacias da mulher e propõe ampliar estrutura no estado Foto: Tadeu Rocha

Em sessão plenária nesta quinta-feira (7/8), a deputada estadual Mayra Dias (Avante) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) para destacar os 19 anos da Lei Maria da Penha e cobrar a imediata aplicação da Lei Federal nº 14.541/2023, que garante o funcionamento 24 horas das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher.

 

A parlamentar denunciou a precariedade da estrutura de proteção às mulheres no estado e reforçou a urgência de medidas concretas.

 

O Amazonas enfrenta índices crescentes de feminicídio, estupro e violência doméstica, enquanto a estrutura de atendimento permanece insuficiente. Atualmente, apenas uma Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher funciona 24 horas por dia em Manaus.

 

As outras duas unidades da capital operam apenas em horário comercial, das 8h às 18h, e atendem parte da cidade. No interior, o cenário é ainda mais crítico: apenas 11 dos 62 municípios possuem delegacias especializadas, muitas vezes anexas a outras delegacias e sem logística adequada.

 

“Não podemos continuar tratando a violência como se tivesse hora para acontecer. É urgente que as delegacias funcionem 24 horas, com equipe treinada, recursos e acolhimento adequado. O silêncio também é violência e quem se cala, consente”, afirmou a parlamentar.

 

Requerimentos

Mayra apresentou o Requerimento nº 1551/2025, cobrando a aplicação integral da Lei 14.541/2023. Também protocolou o Requerimento nº 2719/2025, que propõe a construção, ampliação e adequação das unidades especializadas no atendimento à mulher.

 

A deputada encerrou o discurso cobrando responsabilidade do Governo do Estado e reforçou o compromisso da Assembleia Legislativa em legislar, fiscalizar e dar voz às mulheres amazonenses, exigindo respeito, proteção e dignidade.