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Pesquisa Perspectiva expõe cenário no AM: governo fechado, Senado incerto e Câmara em disputa acirrada

O retrato rápido é esse: governo com favorito, Senado sem dono

18/09/2025 às 12h11 Por:
Pesquisa Perspectiva expõe cenário no AM: governo fechado, Senado incerto e Câmara em disputa acirrada Foto: Divulgação

A pesquisa Perspectiva, divulgada nesta quarta-feira (17) confirma vantagem de Omar Aziz na disputa pelo governo e um tabuleiro ainda aberto para as duas vagas do Senado. Omar aparece com 40% das intenções de voto, seguido de Maria do Carmo com 27% e Tadeu Souza com 7%.

 

A movimentação em torno do prefeito de Manaus, David Almeida, segue na linha de reiterar que não será candidato, com sinalizações de que pode compor como aliado de Omar, inclusive sugerindo sua filha como possível vice na chapa.

 

O retrato rápido é esse: governo com favorito, Senado sem dono. O enredo principal, porém, está na corrida para deputado federal, onde a fotografia do momento reorganiza forças entre quem defende mandato e quem corre “de fora”.

 

No campo dos nomes sem cadeira em Brasília, Sargento Salazar aparece na dianteira para a Câmara e Wilson Lima cresce em busca de vaga para o Senado. Entre os parlamentares com mandato, o recorte de hoje destaca Amom Mandel e Saullo Vianna; Silas Câmara, apesar do lastro histórico, figura no pelotão intermediário. A partir daí, o desenho da eleição para a Câmara ganha camadas políticas que vão muito além dos percentuais.

 

Salazar chega a esta fase com forte tração digital e alcance recente, mas mantém uma variável em aberto: ainda não cravou se a disputa será para federal ou estadual. A equação passa também por 2028, quando avalia a sucessão em Manaus; interlocutores ponderam o risco de uma temporada em Brasília diluir a construção municipal, um receio alimentado pelo caso de Amom, que ao migrar cedo para o Congresso precisou redobrar presença local para não perder intensidade na capital.

 

No entorno de Wilson Lima, o movimento é mais complexo. A leitura predominante é que tenderia a se desincompatibilizar para tentar o Senado em abril de 2026, mas o governador governador ainda não definiu sua decisão, mesmo estando bem colocado nas pesquisas, principalmente no interior.

 

Porém, Wilson aparece bem colocado também para a Câmara Federal. Nesse cenário, surge a hipótese de um recuo tático para deputado federal na reta das convenções. Se isso ocorrer, a chapa do União Brasil se reconfigura e o efeito dominó atinge diretamente quem disputa espaço no partido, com atenção especial a Fausto Santos Jr., que já enfrenta concorrência por ambos os flancos.

 

Amom Mandel sustenta densidade na capital e segue entre os mais lembrados no bloco dos que defendem mandato, apoiado por presença digital consistente e um eleitorado urbano identificado. O desafio é dar lastro interiorano suficiente para transformar lembrança em votos distribuídos, condição crítica em uma eleição proporcional.

 

No caso de Saullo Vianna, o recorte da pesquisa o posiciona como competitivo e em trajetória de crescimento. Hoje licenciado do mandato para exercer a Secretaria Municipal de Assistência Social, ele combina vitrine executiva em Manaus com atuação em Brasília, o que amplia exposição e capilaridade. O desempenho mostra que sua força relativa é maior no interior do que na capital, sinal de potencial de expansão onde as disputas costumam ser decididas pela distribuição territorial dos votos; ao mesmo tempo, a presença nas agendas da capital sustenta a curva de visibilidade urbana.

 

Esse conjunto o coloca entre os nomes com melhor perspectiva de reeleição no seu campo e, politicamente, segue o credenciando para conversas maiores em 2026, inclusive em arranjos de chapa majoritária liderados por quem aparece na frente para o governo.

 

No meio do caminho, Silas Câmara preserva base e redes influentes, mas a foto do momento o empurra ao grupo intermediário, pressionado por entradas de alto porte que comprimem espaço na proporcional.

 

A rearrumação também cria tarefas adicionais para nomes como Sidney Leite, que precisará recompor musculatura onde já foi hegemônico; Roberto Cidade, que tenta converter exposição estadual em voto federal; e Adail Filho, que perdeu apoios relevantes desde 2022 e terá de recalibrar alianças para voltar à faixa competitiva.

 

A síntese do dia é direta: com o governo pendendo a Omar Aziz, Maria do Carmo e Tadeu Souza em posições secundárias, David Almeida fora do jogo direto e o Senado sem definição, a disputa por deputado federal concentra as jogadas mais sensíveis do tabuleiro.