11/03/2024
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Foto: Reprodução
A Polícia Federal cumpriu nesta sexta-feira (12), em Brasília, dois mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. A Operação Transparência investiga possíveis irregularidades na destinação de recursos públicos por meio de emendas parlamentares.
Um dos mandados foi executado na Câmara dos Deputados e o outro na residência de Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, ex-assessora do deputado Arthur Lira (PP-AL). Segundo a PF, ela é suspeita de atuar no envio de ordens para comissões liberarem verbas do chamado “orçamento secreto”.
As investigações tiveram início após depoimentos de seis parlamentares e uma servidora, que relataram que Tuca encaminhava ofícios da Presidência da Câmara para direcionar recursos especialmente ao estado de Alagoas. A ex-assessora já teve o sigilo telemático quebrado, mas a ausência de registros digitais motivou novas buscas.
Ao autorizar as diligências, Dino citou indícios de que a investigada teria evitado armazenar dados em nuvem, mantendo documentos apenas em meios físicos. Para o ministro, o gabinete da Câmara tinha “maior potencial probatório”, já que as supostas práticas ocorreriam no exercício de suas funções.
A PF também destacou que Tuca teria ocupado cargos estratégicos desde 2020, sempre por indicação de Lira, o que teria permitido influência sobre a distribuição de emendas. Em relatório parcial, os investigadores mencionaram até uma anotação feita à mão para realocar verbas, comparando o método a uma “conta de padaria”.
11/03/2024
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