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Polícia Civil alerta para crimes de bullying e cyberbullying com volta às aulas

Práticas passaram a ser tipificadas no Código Penal desde 2024 e podem gerar responsabilização criminal

11/02/2026 às 11h31 Por:
Polícia Civil alerta para crimes de bullying e cyberbullying com volta às aulas Foto: Divulgação

Com o retorno do ano letivo, a Polícia Civil do Amazonas reforçou o alerta a pais, responsáveis e educadores sobre os riscos do bullying e do cyberbullying. Desde 2024, as práticas passaram a ser consideradas crime pelo Código Penal, conforme a Lei nº 14.811.

 

As orientações são conduzidas por delegacias especializadas, como a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente, a Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Cibernéticos e a Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais, que destacam sinais de alerta e canais de denúncia.

 

Segundo a delegada Mayara Magna, o bullying vai além de agressões físicas. “Ele pode ocorrer por meio de ofensas verbais, humilhações constantes e exclusão social, causando impactos sérios no desenvolvimento de crianças e adolescentes”, afirmou. A delegada orienta que familiares fiquem atentos a mudanças bruscas de comportamento, isolamento, queda no rendimento escolar e resistência em frequentar a escola.

 

No ambiente digital, o delegado Henrique Brasil destacou que o cyberbullying pode ocorrer em redes sociais, aplicativos de mensagens e jogos on-line. “O conteúdo ofensivo se espalha rapidamente e ultrapassa os muros da escola. O acompanhamento familiar é fundamental para prevenir e interromper esse tipo de violência”, disse.

 

Já o delegado Luiz Rocha reforçou que as práticas não devem ser tratadas como brincadeira. “A denúncia é essencial para identificar os responsáveis, cessar a violência e proteger as vítimas”, afirmou. Casos podem ser comunicados pelos números 197, da Polícia Civil, ou 181, da Secretaria de Segurança Pública.

 

A corporação orienta que pais e responsáveis atuem de forma preventiva, mantendo diálogo constante com crianças e adolescentes e não ignorando sinais de possíveis situações de violência.