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Prosai Parintins prevê reflorestamento no entorno do Lago do Macurany

A ação tem o objetivo recuperar áreas degradadas, proteger os igarapés urbanos e promover a sustentabilidade no município

06/06/2025 às 14h05 Por:
Prosai Parintins prevê reflorestamento no entorno do Lago do Macurany Foto: Divulgação

O Programa de Saneamento Integrado (Prosai) de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus), coordenado pela Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), planeja um amplo projeto de reflorestamento no entorno do Lago Macurany, zona sul da cidade. A ação tem como objetivo recuperar áreas degradadas, proteger os igarapés urbanos e promover a sustentabilidade no município.

 

A UGPE, responsável pelo Prosai, é vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb). De acordo com o secretário da Sedurb, Marcellus Campêlo, ao todo, uma área de 61,8 mil metros quadrados - o equivalente a 8,5 campos de futebol - será reflorestada nas proximidades do Lago Macurany. “Nesse espaço, serão plantadas 23.192 mudas de espécies florestais nativas da Amazônia”, completou.

 

Campêlo destaca que a inovação do projeto está na integração entre infraestrutura urbana e soluções baseadas na natureza. “O reflorestamento não apenas contribui para a recomposição da vegetação ciliar, mas também atua como uma barreira natural contra alagamentos e assoreamento, reforçando a resiliência ambiental das comunidades beneficiadas pelo Prosai”, afirmou.

 

Além disso, diz ele, o plantio de espécies nativas valoriza a biodiversidade local e reforça o compromisso do programa com a proteção dos ecossistemas amazônicos, ao mesmo tempo em que promove a educação ambiental e o envolvimento comunitário.

 

O plano de reflorestamento prevê a criação de um escritório local de educação ambiental e a implantação de um viveiro florestal, conforme explica o subcoordenador Ambiental da UGPE, Otacílio Cardoso. “O escritório atuará com atividades de sensibilização, oficinas, apoio a escolas e mobilização comunitária. Já o viveiro será responsável pela produção e manutenção de mudas, fomentando a arborização urbana e a valorização da flora nativa”, disse.

 

Durante o levantamento técnico das áreas de intervenção, foram identificadas 58 árvores de andiroba (Carapa guianensis), espécie de grande importância ecológica e medicinal. Essas árvores serão preservadas e incorporadas ao plano de manejo da área, como forma de manter e valorizar a biodiversidade local.