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Touro Branco e Touro Preto exaltam os ritos e a resistência cultural durante o Festival de Barreirinha 2022

Sem disputa no Touródromo, os bumbás emocionaram e agitaram as arquibancadas vermelha e azul

28/08/2022 às 18h04 Por:
Touro Branco e Touro Preto exaltam os ritos e a resistência cultural durante o Festival de Barreirinha 2022 Fotos: Wigder Frota

Cayo Dias

Barreirinha (AM) - Em uma noite sem disputa, Touro Branco e Touro Preto retornaram ao Touródromo de Barreirinha neste sábado (27), para a 32ª edição do Festival Folclórico, após 2 anos sem a realização devido a pandemia da Covid-19. Os touros levaram os ritos e a resistência à arena, agitando as duas galeras.

 

Na tarde de sábado, a Prefeitura de Barreirinha havia anunciado através de nota que não haveria a disputa pelo título de campeão do Festival. O motivo seria o não entendimento entre a organização e os bumbás sobre os jurados. Segundo a comissão julgadora, dois jurados de Brasília e de Salvador tiveram problemas com seus voos de origem e não conseguiram chegar a Manaus.

 

Como o terceiro jurado era da Universidade Federal do Pará, e conseguiu embarcar de Belém para Manaus, foi proposto que trouxessem mais dois jurados da capital paraense para julgar o festival, o que não foi aceito pelo Touro Branco. Devido ao impasse, a disputa foi cancelada pela prefeitura.

 

Os “Ritos” do Touro Branco

 

Foto: Wigder Frota

 

Sem a disputa, o Touro Branco foi o primeiro a se apresentar na arena fazendo uma celebração em poesia das crenças e tradições dos povos que habitam no coração da floresta amazônica.

 

Ao comando da galera vermelha e branca, o bumbá exaltou as matrizes africanas refugiadas na Amazônia, estabelecendo quilombos nas margens do rio Andirá. A herança traçada, cantada e dançada por esses povos foi destacada durante a apresentação.

 

Touro Preto e a “Resistência e Fé”

 

Foto: Wigder Frota

 

Fechando a noite de apresentação do Festival de Barreirinha, o Touro Preto trouxe a “Resistência e Fé” para esta edição da festa, destacando as lutas contra o racismo, a homofobia, a intolerância religiosa e todo tipo de preconceito.

 

Com um show de luzes e cores, o Touro de ‘Santa Luzia’ se propôs a ser a voz e a força dessa gente que não se entrega, não se cala, que luta e que muito se orgulha de sua história, sua cultura, sua crença e sua arte de folclorear.

 

Nas arquibancadas, a galera azul e branca entoou as toadas tradicionais do bumbá, festejando o sucesso do espetáculo apresentado.