11/03/2024
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Foto: Reprodução
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que forças americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro. A declaração foi feita em uma postagem nas redes sociais.
“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea.”
Segundo Trump, a operação foi conduzida por forças de segurança dos EUA. Ele não informou o destino de Maduro e da esposa, nem apresentou provas da captura.
O presidente americano disse ainda que mais detalhes da ação serão divulgados em uma coletiva de imprensa marcada para as 13h, no horário de Brasília.
Durante a madrugada, uma série de explosões foi registrada em Caracas, capital venezuelana. De acordo com a agência Associated Press, ao menos sete explosões foram ouvidas em um intervalo de cerca de 30 minutos.
Moradores relataram tremores, barulho intenso de aeronaves e correria nas ruas em diferentes bairros. Houve registro de falta de energia elétrica, principalmente nas proximidades da base aérea de La Carlota, no sul da cidade.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares e aeronaves sobrevoando Caracas em baixa altitude.
Após os primeiros relatos, o governo da Venezuela confirmou que o país sofreu um ataque, mas não confirmou a captura de Nicolás Maduro.
Em comunicado oficial, Caracas afirmou que o presidente venezuelano determinou a ativação de planos de mobilização nacional. “O presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional”, diz o texto.
“O país deve se ativar para derrotar esta agressão imperialista”, afirma outro trecho da nota divulgada pelo governo.
A administração venezuelana acusou os Estados Unidos de tentar tomar recursos estratégicos do país, como petróleo e minerais, e classificou a ofensiva como uma tentativa de “mudança de regime”.
Por fim, o governo declarou que se reserva ao direito de exercer legítima defesa e pediu solidariedade aos países da América Latina e do Caribe diante da escalada do conflito.
11/03/2024
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