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Zona Franca de Manaus completa 59 anos com R$ 19,9 bilhões em investimentos aprovados

Modelo impulsiona empregos, financia universidade, crédito e aposta na bioeconomia como nova fronteira

28/02/2026 às 14h21 Por:
Zona Franca de Manaus completa 59 anos com R$ 19,9 bilhões em investimentos aprovados Foto: Divulgação

A Zona Franca de Manaus (ZFM) completa 59 anos consolidada como principal motor econômico do Amazonas. Entre 2023 e 2025, foram aprovados R$ 19,9 bilhões em investimentos industriais, com impacto direto na geração de empregos e no financiamento de políticas públicas.

 

No centro desse processo está o Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam), coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação. No período, foram 840 projetos aprovados, superando o ciclo anterior. A previsão é de 24,6 mil novos postos de trabalho.

 

As empresas beneficiadas assumem contrapartidas que vão além da instalação industrial. Parte dos recursos arrecadados alimenta fundos estratégicos, como o FTI, voltado a infraestrutura e interiorização, e o FMPES, que garante crédito a pequenos empreendedores por meio da Agência de Fomento do Estado do Amazonas.

 

A política industrial também sustenta a Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Em 2026, 97,7% do orçamento autorizado da instituição é proveniente de recursos vinculados ao modelo. Entre 2023 e 2025, os valores empenhados cresceram de R$ 658 milhões para R$ 890 milhões, ampliando o atendimento a mais de 26 mil estudantes entre graduação e pós-graduação.

 

No crédito produtivo, a Afeam já aplicou mais de R$ 915 milhões no atual mandato estadual, totalizando quase 46 mil operações. Desde 2019, o volume ultrapassa R$ 1,48 bilhão, com foco em pequenos negócios, setor primário e empresas de base tecnológica.

 

A carteira de projetos aprovados também aponta mudança de perfil industrial. Entre os exemplos está a Livoltek, que pretende produzir motores elétricos para embarcações, reduzindo emissão de poluentes e ruídos nos rios amazônicos.

 

Paralelamente, o governo lançou o Plano Estadual de Bioeconomia, integrando indústria e floresta em uma estratégia de desenvolvimento de baixo carbono. A proposta é usar a arrecadação e os investimentos em pesquisa para fortalecer cadeias produtivas sustentáveis.

 

Ao completar quase seis décadas, a Zona Franca mantém o papel de política de Estado. O desafio, segundo o governo, é aprimorar o modelo para garantir competitividade industrial, inovação e expansão do desenvolvimento regional.