11/03/2024
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Foto: Divulgação
Os 133 cardeais que vão escolher o novo papa foram enclausurados na Capela Sistina, no Vaticano, para começar o conclave. As portas foram fechadas por volta de 12h40 (horário de Brasília) após o "Extra Omnes" ("Todos fora", em latim) - um pedido aos que não têm relação com reunião para que deixassem o local, sob os afrescos de Michelangelo. A previsão é que o primeiro resultado seja revelado por volta de 14h (de Brasília) de hoje.
Procissão em direção à Capela Sistina começou às 16h30 (11h30, horário de Brasília), 16 dias após a morte do papa Francisco. Portas foram fechadas 1 hora depois, com as palavras do cardeal Geoirge Jacob Koovakad, de 51 anos, e o último da ordem dos diáconos de origem indiana. Antes, eles estiveram reunidos na Capela Paulina em oração.
Vestidos com mantos vermelhos, os 133 cardeais eleitores fizeram um juramento coletivo e individual de manter o sigilo: "Prometo e juro, assim que Deus me ajude e os Santos Evangelhos me guiem", disseram. Dentre os cardeais, sete são brasileiros.
O conclave é presidido pelo cardeal italiano Pietro Parolin, 70. Ele é apontado como favorito para ser o novo pontífice, segundo casas de apostas. Caberá ao italiano perguntar se o vencedor aceita o cargo e o nome pelo qual ele quer ser chamado.
Com exceção de hoje - quando apenas uma rodada acontece -, até quatro votações podem ocorrer por dia, sendo duas de manhã e duas à tarde. Uma fumaça - preta, se não houver consenso, ou branca, caso um novo papa seja escolhido - apareça na chaminé da Capela Sistina quando rito for concluído.
Nenhum conclave na era moderna escolheu um papa no primeiro dia. Nas duas últimas eleições, para escolha de Bento 16 e Francisco, foram dois dias de votação.
Apenas os cardeais com menos de 80 anos podem votar, mas ainda podem ser escolhidos para o posto de pontífice. Para ser eleito, o próximo papa terá de receber ao menos 89 votos.
11/03/2024
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