11/03/2024
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Foto: Divulgação
O Governo do Amazonas vem intensificando o combate aos crimes sexuais contra crianças e adolescentes por meio da rede de proteção estruturada, que alia repressão e acolhimento. A Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) e a Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) atuam na prisão de suspeitos e no amparo às vítimas, garantindo apoio psicológico e assistência social.
Em parceria com o Conselho Tutelar e outros órgãos, o estado assegura um atendimento humanizado e orienta as famílias sobre a importância da denúncia e da prevenção.
Em 2024, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu 358 suspeitos por crimes sexuais contra crianças e adolescentes. As prisões foram realizadas pela Depca e pelo Departamento de Polícia do Interior (DPI), fortalecendo o trabalho investigativo e ampliando as ações de conscientização no estado. Do total, 201 prisões foram efetuadas pela Depca, enquanto as outras 157 ocorreram no interior, por meio das operações do DPI.
A secretária executiva dos Direitos da Criança e do Adolescente da Sejusc, Rosalina Lôbo, explicou que a rede de proteção é composta por órgãos do Governo, Prefeituras, Sistema de Justiça e Segurança Pública, além de entidades da sociedade civil.
O objetivo é garantir que, ao denunciarem ou serem resgatadas de situações de violência, as crianças recebam um atendimento digno, e se sintam protegidas e confiem nos serviços prestados.
“As nossas crianças e adolescentes ainda sofrem muitas violências, e a maioria delas ocorre dentro do ambiente familiar. Por isso, é fundamental que essas vítimas contem com uma rede de apoio, que começa na escola e nos espaços onde se sentem seguras para revelar o que estão passando”, disse.
De acordo com a titular da Depca, delegada Juliana Tuma, a Delegacia Especializada desempenha um papel fundamental na investigação e repressão dos crimes sexuais contra crianças e adolescentes, garantindo que os responsáveis sejam identificados e punidos.
A Sejusc foca na assistência e no acolhimento das vítimas, oferecendo apoio psicológico, social e jurídico para garantir a recuperação e proteção das crianças e adolescentes em situação de violência.
"Precisamos cuidar dessa criança e do adolescente, garantindo que recebam os cuidados iniciais e que as provas sejam preservadas. O alinhamento entre o sistema de justiça, a segurança pública e as entidades da sociedade civil tem sido fundamental para fortalecer a rede de proteção e assegurar um atendimento humanizado", destacou a delegada.
De acordo com o delegado titular do Departamento de Polícia do Interior (DPI), Paulo Mavignier, a atuação da polícia tem sido reforçada por meio de operações integradas, treinamentos para agentes de segurança e parcerias com a rede de proteção.
“O objetivo é garantir que as vítimas recebam atendimento adequado e que os responsáveis pelos crimes sejam identificados e responsabilizados. A nossa prioridade máxima é a proteção da criança e do adolescente. Com os investimentos do estado, estamos conseguindo alcançar esses números e levar credibilidade para as famílias que moram nas comunidades ribeirinhas. Temos meios logísticos para isso”, enfatizou.
Pensando na dignidade das crianças e adolescentes, o Governo do Amazonas, por meio da Sejusc e da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), deu início às obras do Centro Integrado de Atendimento à Criança e ao Adolescente. O espaço será dedicado ao atendimento de menores de 18 anos e representa um avanço para as políticas públicas estaduais de proteção infantojuvenil, sendo o 9º equipamento deste modelo no Brasil.
De acordo com a secretária Rosalina Lôbo, a unidade vai reunir todos os serviços de atendimento às vítimas e testemunhas de violência em um só local, evitando a revitimização e promovendo a otimização dos atendimentos.
"Quando uma criança faz uma denúncia, é essencial que ela seja ouvida da forma mais cuidadosa possível, evitando a revitimização. Cada novo relato pode fazê-la reviver o sofrimento, alterar detalhes dos fatos e, em alguns casos, perder a confiança no sistema. No Centro, a vítima pode ter acesso a serviços de saúde, registro de boletim de ocorrência, além de assistência social e psicossocial”, explicou.
A Depca orienta que, além de fazer a denúncia, é fundamental adotar medidas preventivas para proteger crianças e adolescentes, como manter um diálogo aberto sobre segurança; monitorar a vida digital; ensinar noções de autoproteção; observar mudanças de comportamento; criar um ambiente familiar acolhedor e verificar a idoneidade de pessoas próximas.
A Polícia Civil também reforça a importância da colaboração da sociedade no combate aos crimes sexuais contra crianças e adolescentes. Qualquer suspeita de abuso ou exploração sexual deve ser denunciada pelos canais oficiais, como o Disque 100, 190, 181 e as delegacias da área.
11/03/2024
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