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Conselheiros do TCE discutem e trocam ameaças durante sessão no Amazonas

Durante a discussão houve troca de acusações e até ameaça de processo judicial

22/11/2022 às 19h27 Por:
Conselheiros do TCE discutem e trocam ameaças durante sessão no Amazonas Foto: Divulgação

Da Redação

Manaus (AM) - Os conselheiros do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), o presidente Érico Desterro e Yara Lins, decidiram “lavar roupa suja” durante a sessão plenária da Corte desta terça-feira (22). Tudo começou com um desabafo de Yara Lins que reclamou de ter sido tratada de forma agressiva pelo presidente do TCE. Durante a discussão houve troca de acusações e até ameaça de processo judicial.

 

Yara Lins pediu a palavra e afirmou que Érico foi extremamente grosseiro ao falar com ela em outra sessão quando ela pediu vistas pela segunda vez para analisar um processo.

 

“Ao renovar pedido de vista de processo, na oportunidade, vossa excelência foi extremamente grosseiro ao dizer que o processo entrou e saiu de pauta várias vezes, esquecendo-se que era tão somente a segunda vez que essa conselheira estava pedindo vista do referido processo”, iniciou Yara, explicando que pode pedir vista até três vezes, como previsto no Regimento Interno do TCE.

 

Yara Lins continuou dizendo que foi “de forma inexplicável, deveras atacada por Desterro". Na sequência ela destacou que já foi presidente do TCE e que não há ninguém que reclame de ter sido “maltratado” por ela. Para finalizar, ela pediu respeito do presidente e disse que se a conduta se mantiver vai tomar as medidas judiciais cabíveis.

 

“Solicito que vossa excelência, senhor presidente, dirija a mim o mesmo tratamento respeitoso que gostaria de receber. Respeite-me como conselheira que possui o cargo igual o seu e servidora de Contas desta corte por mais de 40 anos. Caso contrário, deixo aqui registrado que na condição de conselheira dessa Corte de Contas adotarei as minhas medidas cabíveis”, finalizou Lins.

 

Erico Desterro respondeu a colega lamentando que tenha essa percepção sobre sua conduta. O presidente do TCE afirma não lembrar de ter tratado ela de forma grosseira e que até vem sendo benevolente com as concessões de pedidos de vistas dos colegas conselheiros

 

“Eu lamento que a senhora tenha essa percepção. Eu não me lembro de tê-la tratado de forma grosseira em nenhum momento. O fato de eu cobrar o cumprimento de prazos, a obediência do regimento interno quanto ao pedido de vista, não me parece ser uma grosseria da minha parte. Isso é apenas o cumprimento de um dever de presidir o Tribunal de Contas. Aliás, a partir de hoje, serei até mais rigoroso. Eu tenho sido compreensivo até com certas situações aqui… pedido de vistas cinco vezes. Eu vou fazer um levantamento para ter isso quando vossa excelência tomar as medidas cabíveis”, retrucou Desterro.

 

O presidente ainda complementou orientando a conselheira Yara, caso realmente acredite que ele tenha extrapolado ou abusado de sua autoridade, que procure a Corregedoria do TCE ou que busque o judiciário.

 

“Se vossa excelência entende que lhe tratei mal, de que de alguma forma fui grosseiro, extrapolei as minhas competências, abusei da minha autoridade, existe uma Corregedoria. Aguardo a sua manifestação na Corregedoria. Se entende, pelo seu risinho, que a Corregedoria não funciona vá ao poder judiciário. Aguardarei com muita tranquilidade as providências que vossa excelência ameaçou adotar. Lamento apenas que vossa excelência tenha essa percepção sobre a minha conduta, que não é esta”, salientou o presidente do TCE.