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Estudo apoiado pelo Governo do Amazonas investiga o uso de andiroba e copaíba no tratamento de queimaduras

A pesquisa é amparada pelo Programa Amazônidas – Mulheres e Meninas na Ciência, da Fapeam

13/12/2023 às 12h51 Por:
Estudo apoiado pelo Governo do Amazonas investiga o uso de andiroba e copaíba no tratamento de queimaduras Foto: Divulgação

Da Redação

Manaus (AM) - Pesquisadores e pesquisadoras do Amazonas e de São Paulo analisam novas alternativas para serem utilizadas no tratamento de ferimentos complexos da pele. O estudo apoiado pelo Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), tem como foco produzir e avaliar a aplicabilidade de membranas eletrofiadas de poli- ε-caprolactona (PCL), carregadas com óleos essenciais de andiroba e copaíba, e utilizá-las como curativos, a fim de contribuir no processo regenerativo da pele.

 

Sob a coordenação da pesquisadora Karen Segala, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), via Programa Amazônidas- Mulheres e Meninas na Ciência, Edital Nº 002/2021, a pesquisa, em andamento, conta com a parceria de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). 

 

Doutora em Química, Karen explica que as membranas são preparadas por eletrofiação, uma técnica utilizada para a produção de membranas formadas por nanofibras poliméricas, que possibilita a incorporação de óleos essenciais com comprovada eficácia no tratamento de feridas e inflamações na pele, que podem atuar como princípios ativos com controlada liberação, promovendo a aceleração no processo cicatricial de feridas cutâneas, como por exemplo, as que são causadas por queimaduras.

 

Ela destaca, ainda, que o estudo busca colaborar na diminuição da dor do paciente, por exercer o controle na troca e manipulação dos curativos, proporcionando a redução de riscos decorrentes de internações hospitalares prolongadas, gerando também menores custos (físicos e financeiros) aos órgãos públicos de saúde.

 

“A expectativa é que essas membranas funcionalizadas de baixo custo de fabricação possam contribuir no tempo de cicatrização por retardar o efeito inflamatório das feridas, proporcionando maior conforto e saúde ao paciente”, acrescentou a pesquisadora. 

 

Intitulado “Preparação de membranas de baixo custo modificadas com extratos vegetais do bioma amazônico com potencial efeito cicatrizante no tratamento de ferimentos complexos”, a primeira parte da pesquisa consistiu na preparação e caracterização dos nanomateriais e testes in vitro, para posteriormente serem realizados os testes in vivo, que terão que passar por análise e aprovação do Comitê de Ética para a aplicação em pacientes. 

 

“O alto índice de uso de antibióticos e tratamentos invasivos na cura de doenças infecciosas da pele têm levado cientistas, pesquisadores e profissionais da área médica a buscar métodos alternativos, seguros e biocompatíveis com o sistema biológico”, disse Karen.