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Projeto Escola Afro-Amazônica 2025 encerra atividades com mobilização social e festival cultural em Parintins

Caminhada da Consciência Negra e programação artística marcaram o último dia de ações do projeto

28/11/2025 às 20h00 Por: Redação - Parintins (AM)
Projeto Escola Afro-Amazônica 2025 encerra atividades com mobilização social e festival cultural em Parintins Foto: Divulgação

A Escola Afro-Amazônica 2025 encerrou suas atividades nesta quinta-feira (27/11), em Parintins, com uma programação que reuniu mobilização social e apresentações culturais, consolidando três meses de ações voltadas à valorização da identidade e da cultura afro-amazônica.

 

A agenda de encerramento começou pela manhã com a Caminhada da Consciência Negra, que percorreu o trajeto entre o CETI, GM3, Praça da Liberdade e Catedral. A atividade reuniu estudantes, educadores e representantes da sociedade civil em um ato de conscientização sobre o enfrentamento ao racismo e a valorização das raízes culturais.

 

Realizado ao longo de três meses, o projeto promoveu oficinas de arte, shows didáticos, rodas de conversa, mostra de cinema negro e atividades formativas. As ações alcançaram diferentes públicos, incluindo jovens, mulheres, negros, indígenas, pessoas LGBTQIAPN+ e moradores de áreas vulneráveis, com foco no letramento racial e na formação cidadã.

 

Para a diretora artística do projeto, Nita Paes, a iniciativa reafirma o papel da cultura como instrumento de transformação. “A Escola Afro-Amazônica transforma vidas ao mostrar que nossa arte, nossa ancestralidade e nossas narrativas têm força para ocupar todos os lugares”, afirmou.

 

FX0001.00_01_30_56.Still009.pngFoto: Divulgação

 

O encerramento seguiu à noite, na quadra da Escola Estadual Deputado Gláucio Gonçalves (CETI), com a realização do Festival Afro-Amazônico. A programação reuniu apresentações culturais, exposições, mostra de cinema negro, além do Concurso da Beleza Negra – Casal Afro-Amazônico 2025.

 

A produtora cultural Cláudia Hellen Prestes destacou o caráter coletivo da iniciativa. “Foi um processo construído a muitas mãos, envolvendo artistas, educadores e a comunidade. O resultado é um espaço de expressão e fortalecimento das nossas identidades”, disse.

 

O presidente do Instituto Cultural Ajuri (INCA), Marcos Moura, ressaltou o alcance social do projeto. “Encerramos mais uma edição com resultados importantes, fortalecendo consciências e reafirmando a cultura como instrumento de transformação social”, declarou.

 

A Escola Afro-Amazônica 2025 foi viabilizada por meio do Termo de Fomento nº 052/2025, com apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, da deputada estadual Alessandra Campelo e de parceiros como Tamo Juntas, Grito da Periferia, CEAP e Rede Amazônia Negra.